Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Produção agrícola paulista mantém trajetória de crescimento desde 2019 e soma R$ 118 bilhões em 2024

Estado registra o segundo maior Valor da Produção Agrícola do país e consolida alta contínua nos últimos cinco anos DA.

Produção agrícola paulista mantém trajetória de crescimento desde 2019 e soma R$ 118 bilhões em 2024

Estado registra o segundo maior Valor da Produção Agrícola do país e consolida alta contínua nos últimos cinco anos

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

O Estado de São Paulo alcançou, em 2024, um Valor da Produção Agrícola (VPA) de R$ 118 bilhões, segundo estudo da Fundação Seade. O resultado coloca o território paulista na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso (R$ 121 bilhões) e à frente de Minas Gerais (R$ 87 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 76 bilhões) e Paraná (R$ 72 bilhões).

O desempenho praticamente iguala o volume registrado pelo líder mato-grossense e reforça um dado relevante: São Paulo é o único entre os cinco principais estados produtores que mantém crescimento consecutivo do VPA desde 2019. Naquele ano, o valor somava R$ 56 bilhões — ou seja, em cinco anos, a produção agrícola paulista mais que dobrou.

Cana e laranja puxam o crescimento

As lavouras de cana-de-açúcar e laranja lideraram a geração de valor no campo paulista em 2024.

A cana-de-açúcar respondeu por R$ 56,3 bilhões, enquanto a laranja somou R$ 22,2 bilhões. Na sequência aparecem café (R$ 8,6 bilhões), soja (R$ 7,2 bilhões), milho (R$ 3,7 bilhões), tomate (R$ 2,9 bilhões) e amendoim (R$ 2,7 bilhões).

Juntas, essas culturas representaram 88% de todo o Valor da Produção Agrícola do Estado.

Além disso, São Paulo liderou o ranking nacional em 13 das 70 lavouras pesquisadas pelo IBGE. Os destaques são expressivos: o Estado responde por 54% da produção brasileira de cana-de-açúcar, 78% da laranja, 29% do tomate e 83% do amendoim.

Regiões administrativas concentram produção

A distribuição regional do VPA revela forte concentração em algumas áreas estratégicas.

As Regiões Administrativas de São José do Rio Preto (R$ 15,8 bilhões) e Campinas (R$ 15,1 bilhões) somaram, juntas, cerca de 26% do total estadual em 2024.

Na sequência aparecem:

  • Itapeva – R$ 10,3 bilhões

  • Sorocaba – R$ 9,4 bilhões

  • Franca – R$ 9,2 bilhões

  • Marília – R$ 8,9 bilhões

  • Barretos – R$ 8,8 bilhões

  • Bauru – R$ 8,3 bilhões

  • Central – R$ 8,1 bilhões

  • Araçatuba – R$ 7,7 bilhões

  • Ribeirão Preto – R$ 7,4 bilhões

  • Presidente Prudente – R$ 6,8 bilhões

Destaques por cultura

A análise desagregada por região mostra vocações produtivas bem definidas no território paulista.

Na cana-de-açúcar, a principal participação foi registrada na Região Administrativa de Araçatuba, onde a cultura representou 87% do total regional, somando R$ 6,3 bilhões.

Na laranja, o destaque foi a Região Administrativa de Sorocaba, responsável por 50% do valor regional (R$ 4 bilhões).

Já na produção de café, a liderança ficou com a Região Administrativa de Franca, que concentrou 42% do total (R$ 3,8 bilhões).

A Região Administrativa de Itapeva apresentou os maiores percentuais em três culturas importantes: soja (29%, equivalente a R$ 2,3 bilhões), tomate (24%, ou R$ 1,9 bilhão) e milho (13%, com R$ 1,1 bilhão).

No caso do amendoim, o principal polo foi a Região Administrativa de Marília, responsável por 9% da produção estadual, o que corresponde a R$ 708 milhões.

Crescimento consolidado

Os números reforçam o protagonismo paulista no agronegócio nacional. A combinação de diversificação produtiva, liderança em culturas estratégicas e crescimento contínuo desde 2019 consolida São Paulo como uma das principais forças do setor agrícola brasileiro.

Com desempenho próximo ao do líder nacional e trajetória consistente de expansão, o Estado mantém posição estratégica na economia do país e amplia sua relevância no cenário agroindustrial.

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