No sábado(11), pouco depois das 12 horas, a Samar anunciou que havia concluído o trabalho de restauração da adutora rompida e já estava bombeando água para o reservatório Bom Tempo, responsável pelo abastecimento de 21 bairros. Quem passou pelo local no fim da tarde de sábado observou que não havia mais trabalhadores, ou seja, o trabalho estava concluído. No domingo à noite, quase 40 horas após o anúncio da conclusão dos trabalhos, muita gente ainda relatava que a água não havia chegado à residência. Nesta segunda-feira, a assessoria da Samar explicou que o sistema estava vazio e que para completar, demandava tempo. Plausível. Porém, outro detalhe apontado, era que a água estava chegando muito fraca. Um filete de água. Será que a Samar está trabalhando com pressão reduzida para evitar novo colapso da adutora? A pressão elevada faz a trepidação comprometer a base, como já havia acontecido no local. Convenhamos, o trabalho realizado não é um primor de tecnologia. Foi uma “solução técnica emergencial”, ou como diz Damião Brito, uma gambiarra, ou ainda, para quem gosta de inovação, “brazilian solution”.
É preciso mais atenção com a Bacia do Machadinho
O que aconteceu com a adutora da Samar não é um fato isolado. Há algum tempo o Córrego Machadinho, que ficou muito tempo sem transbordar, ou com transbordamento não tão grave, vem dando sinais de saturação. Os gênios do atual governo precisam encontrar uma solução para segurar um pouco o volume de água. Os gênios do governo anterior acabaram com o brejo que existia em longo trecho do córrego, impermeabilizando toda a área. O brejo funcionava como esponja. Recebia e retinha a água, liberando gradativamente para o córrego. Agora, todo volume que chega vai para a corrente. Vai ser difícil segurar. É bom começar a pensar em um piscinão ou algo parecido. Um piscinão natural já teve na esquina da Pompeu com a Brasília, mas o mercado imobiliário foi mais forte e acabou com tudo. É o preço que se paga por desafiar a natureza.
Reunião na educação de Castilho
A coluna foi informada de que nesta segunda-feira houve reunião a portas fechadas na Educação de Castilho. Muita curiosidade, mas poucos falaram sobre os assuntos abordados. A educação castilhense está na mira do Tribunal de Contas do Estado, mas isso não deve ter sido o assunto principal,m já que segundo fontes, o governo acredita que está tudo certo. Mas, apenas para informar, novo alerta do TCE, assinado pelo conselheiro Dimas Ramalho, é muito direto. “Por oportuno, esclarecemos que em virtude do apurado, deverão ser observadas as exigências contidas na legislação supracitada, a fim de evitar possíveis sanções de ordem administrativa e/ou penal”.






