Versatilidade, docilidade e potencial econômico colocam cavalo brasileiro em destaque dentro e fora das arenas
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
A Mangalarga vem ampliando sua presença para além do meio rural e conquistando um público cada vez mais diverso, incluindo famílias e moradores de áreas urbanas. Conhecida pela docilidade, conforto e versatilidade, a raça se consolida como opção tanto para atividades esportivas quanto para lazer e investimento.
Esse movimento tem sido impulsionado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, que modernizou sua sede no Parque da Água Branca, criando um ambiente mais acessível e voltado à convivência e à aproximação com o público urbano.
Aproximação com a cidade e novas experiências
A proposta da entidade é ampliar o contato da população com o universo equestre por meio de eventos, atividades educativas e ações voltadas a crianças e famílias. Entre os projetos, estão iniciativas em datas comemorativas e a participação dos cavalos em programas de equoterapia.
Segundo a associação, a ideia é fortalecer a tradição da raça ao mesmo tempo em que se cria um novo espaço de interação cultural e social.
Mercado bilionário impulsiona a raça
Além do apelo cultural e esportivo, o Mangalarga também tem forte peso econômico. Estimativas do setor indicam que a raça conta com mais de 800 mil animais registrados e movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano, representando aproximadamente 30% do mercado de equinos no Brasil.
O segmento como um todo gira em torno de R$ 30 bilhões anuais, segundo dados de instituições como Esalq/USP e o Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui).
Presença crescente em competições
A versatilidade da raça também tem ganhado destaque em provas como o Ranch Sorting, modalidade que avalia agilidade, técnica e sintonia entre cavaleiro e cavalo.
A participação do Mangalarga nesse tipo de competição marca uma nova fase, mostrando que o animal não se limita ao uso tradicional, mas também se destaca em arenas esportivas. A modalidade é considerada inclusiva, reunindo homens, mulheres e crianças em provas que simulam o trabalho com gado.
Para 2026, estão previstas cinco etapas da competição, com premiação total de R$ 180 mil.
Impacto social com equoterapia
Outro destaque é o papel da raça em projetos sociais. Em parceria com a Associação de Equoterapia Educacional Texas Ranch, a ABCCRM passou a fornecer cavalos para atividades terapêuticas no Parque da Água Branca.
Entre 2022 e 2025, o projeto já atendeu mais de 560 crianças e adolescentes com necessidades especiais, utilizando a interação com os cavalos como ferramenta de desenvolvimento físico e emocional.
A iniciativa reforça o potencial do Mangalarga não apenas no esporte e no mercado, mas também como agente de inclusão e transformação social.






