Transição começa a alterar notas fiscais e sistemas internos; especialistas recomendam revisão imediata de processos e créditos tributários ainda no primeiro trimestre
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
A transição da reforma tributária brasileira começou oficialmente em 2026 e já começa a impactar a rotina das empresas. Mesmo com alíquotas iniciais ainda reduzidas, novos tributos passam a aparecer nas notas fiscais e exigem ajustes imediatos em sistemas, processos internos e governança fiscal.
Especialistas alertam que o primeiro trimestre do ano é decisivo para que empresas revisem suas estruturas fiscais e evitem erros que podem gerar perdas financeiras ao longo do exercício.
“O início do ano é a melhor janela para revisar sistemas, corrigir parametrizações e ajustar processos internos. Quando a empresa deixa para o meio do exercício fiscal, as inconsistências já podem estar consolidadas e o impacto no caixa tende a ser significativamente maior”, afirma Rafael Pimenta, CEO da Taxa Mínima.
Novos tributos já aparecem nas notas fiscais
Com o início do regime de transição da reforma, passam a integrar formalmente o sistema tributário dois novos tributos:
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CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
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IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
Embora neste primeiro momento as alíquotas sejam simbólicas, as empresas já precisam adequar seus sistemas e processos para atender às novas regras.
Entre os principais pontos de atenção neste início de ano estão:
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atualização de ERPs e sistemas de emissão de notas fiscais
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revisão das regras de cálculo e classificação fiscal
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conferência de créditos acumulados de PIS e Cofins
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avaliação do regime tributário adotado para 2026
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organização do cronograma de obrigações acessórias e compliance digital
Segundo especialistas, esse processo traz mais previsibilidade financeira e evita problemas futuros.
“Quando a empresa organiza o planejamento logo no início do exercício, ela ganha clareza sobre provisões, créditos e possíveis ajustes. Isso traz segurança para a tomada de decisão e reduz surpresas ao longo do ano”, reforça Pimenta.
Falta de planejamento pode gerar perdas silenciosas
A ausência de planejamento tributário contínuo pode provocar desperdícios financeiros difíceis de identificar no curto prazo.
Entre os erros mais comuns encontrados nas empresas estão:
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pagamentos indevidos de tributos
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créditos fiscais não aproveitados
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falhas na compensação tributária
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erros de enquadramento fiscal
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sistemas desatualizados diante das novas regras
Empresas com grande volume de notas fiscais ou operações complexas, como indústrias e redes comerciais, tendem a sentir com maior intensidade o impacto desses problemas.
“Muitos empresários só percebem as falhas quando recebem uma notificação ou quando o impacto financeiro já se tornou relevante. A revisão no começo do ano evita esse efeito acumulativo”, destaca o executivo.
Ano exige acompanhamento constante
Com a mudança estrutural do sistema tributário brasileiro, o planejamento fiscal deixa de ser uma ação pontual e passa a exigir monitoramento contínuo ao longo do ano.
Nesse cenário, práticas como atualização de sistemas, capacitação de equipes e controle de créditos tributários tornam-se essenciais.
Segundo a fintech Taxa Mínima, especializada em quitação de tributos federais, cresce a procura por soluções tecnológicas de validação e compensação tributária, principalmente entre empresas enquadradas no Lucro Real e no Lucro Presumido.
“Este é um ano que exige postura preventiva. Quem aproveita o primeiro trimestre para organizar a estrutura fiscal tende a reduzir riscos jurídicos e proteger melhor o caixa da empresa”, conclui Rafael Pimenta.
Diante da transição tributária em andamento, especialistas destacam que antecipação e organização passam a ser decisões estratégicas para preservar resultados e fortalecer a saúde financeira das empresas.
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