Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Reforma tributária já impacta empresas em 2026 e especialistas alertam para risco de perdas financeiras

Transição começa a alterar notas fiscais e sistemas internos; especialistas recomendam revisão imediata de processos e créditos tributários ainda no.

Reforma tributária já impacta empresas em 2026 e especialistas alertam para risco de perdas financeiras

Transição começa a alterar notas fiscais e sistemas internos; especialistas recomendam revisão imediata de processos e créditos tributários ainda no primeiro trimestre

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

A transição da reforma tributária brasileira começou oficialmente em 2026 e já começa a impactar a rotina das empresas. Mesmo com alíquotas iniciais ainda reduzidas, novos tributos passam a aparecer nas notas fiscais e exigem ajustes imediatos em sistemas, processos internos e governança fiscal.

Especialistas alertam que o primeiro trimestre do ano é decisivo para que empresas revisem suas estruturas fiscais e evitem erros que podem gerar perdas financeiras ao longo do exercício.

“O início do ano é a melhor janela para revisar sistemas, corrigir parametrizações e ajustar processos internos. Quando a empresa deixa para o meio do exercício fiscal, as inconsistências já podem estar consolidadas e o impacto no caixa tende a ser significativamente maior”, afirma Rafael Pimenta, CEO da Taxa Mínima.

Novos tributos já aparecem nas notas fiscais

Com o início do regime de transição da reforma, passam a integrar formalmente o sistema tributário dois novos tributos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

Embora neste primeiro momento as alíquotas sejam simbólicas, as empresas já precisam adequar seus sistemas e processos para atender às novas regras.

Entre os principais pontos de atenção neste início de ano estão:

  • atualização de ERPs e sistemas de emissão de notas fiscais

  • revisão das regras de cálculo e classificação fiscal

  • conferência de créditos acumulados de PIS e Cofins

  • avaliação do regime tributário adotado para 2026

  • organização do cronograma de obrigações acessórias e compliance digital

Segundo especialistas, esse processo traz mais previsibilidade financeira e evita problemas futuros.

“Quando a empresa organiza o planejamento logo no início do exercício, ela ganha clareza sobre provisões, créditos e possíveis ajustes. Isso traz segurança para a tomada de decisão e reduz surpresas ao longo do ano”, reforça Pimenta.

Falta de planejamento pode gerar perdas silenciosas

A ausência de planejamento tributário contínuo pode provocar desperdícios financeiros difíceis de identificar no curto prazo.

Entre os erros mais comuns encontrados nas empresas estão:

  • pagamentos indevidos de tributos

  • créditos fiscais não aproveitados

  • falhas na compensação tributária

  • erros de enquadramento fiscal

  • sistemas desatualizados diante das novas regras

Empresas com grande volume de notas fiscais ou operações complexas, como indústrias e redes comerciais, tendem a sentir com maior intensidade o impacto desses problemas.

“Muitos empresários só percebem as falhas quando recebem uma notificação ou quando o impacto financeiro já se tornou relevante. A revisão no começo do ano evita esse efeito acumulativo”, destaca o executivo.

Ano exige acompanhamento constante

Com a mudança estrutural do sistema tributário brasileiro, o planejamento fiscal deixa de ser uma ação pontual e passa a exigir monitoramento contínuo ao longo do ano.

Nesse cenário, práticas como atualização de sistemas, capacitação de equipes e controle de créditos tributários tornam-se essenciais.

Segundo a fintech Taxa Mínima, especializada em quitação de tributos federais, cresce a procura por soluções tecnológicas de validação e compensação tributária, principalmente entre empresas enquadradas no Lucro Real e no Lucro Presumido.

“Este é um ano que exige postura preventiva. Quem aproveita o primeiro trimestre para organizar a estrutura fiscal tende a reduzir riscos jurídicos e proteger melhor o caixa da empresa”, conclui Rafael Pimenta.

Diante da transição tributária em andamento, especialistas destacam que antecipação e organização passam a ser decisões estratégicas para preservar resultados e fortalecer a saúde financeira das empresas.

FOTO DESTAQUE – CRÉDITO -CRIADA POR IA

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