Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Samar diz que água foi normalizada, mas críticas explodem e obra é chamada de “gambiarra”

Mesmo com garantia da concessionária, moradores relatam falhas e vereador aponta risco em estrutura provisória no Córrego Machadinho ANTÔNIO CRISPIM.

Samar diz que água foi normalizada, mas críticas explodem e obra é chamada de “gambiarra”

Mesmo com garantia da concessionária, moradores relatam falhas e vereador aponta risco em estrutura provisória no Córrego Machadinho

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A crise no abastecimento de água em Araçatuba ganha novos desdobramentos — agora com questionamentos públicos sobre a qualidade da solução adotada. A GS Inima Samar afirmou nesta segunda-feira (13) que o fornecimento já foi normalizado nos bairros atendidos pelo reservatório Bom Tempo. Mas a versão oficial não encerrou a polêmica.

Isso porque, mesmo após o anúncio, moradores ainda relataram falta d’água até a noite de domingo (12), cerca de 40 horas depois da previsão inicial de normalização.

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Segundo a concessionária, a retomada do abastecimento ocorreu de forma gradual porque todo o sistema precisou ser reativado após o esvaziamento completo da rede.

Ainda assim, moradores de bairros como a Vila Estádio afirmam que enfrentaram dificuldades até a noite de domingo, com situações em que famílias precisaram recorrer à casa de parentes para atividades básicas, como banho.

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O ponto mais sensível da crise agora é a estrutura que sustenta a adutora sobre o Córrego Machadinho. A própria GS Inima Samar admite que a solução é provisória e segue sendo reforçada e monitorada.

O vereador Damião Brito, que esteve no local no domingo, fez duras críticas ao modelo adotado. Segundo ele, a estrutura montada é uma “gambiarra” e pode representar risco em caso de novas chuvas fortes.

De acordo com o parlamentar, a instalação de blocos de concreto teria criado uma barreira no córrego, o que pode dificultar o fluxo da água e elevar o risco de transbordamento — cenário que poderia atingir novamente a adutora.

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Para o vereador, o colapso da estrutura não foi causado apenas pela chuva intensa registrada na última quarta-feira (08), mas também por falta de manutenção preventiva.

Ele também alertou para a situação de outros córregos da cidade, apontando que o acúmulo de vegetação pode comprometer o fluxo da água e agravar problemas ambientais e estruturais.

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Em nota, a concessionária informou que já trabalha no desenvolvimento de um projeto para construção de uma nova travessia definitiva sobre o córrego, substituindo a estrutura emergencial.

Enquanto isso, caminhões-pipa seguem disponíveis para atender casos emergenciais, principalmente em escolas, unidades de saúde e para pessoas em situação de vulnerabilidade. As solicitações podem ser feitas pelo telefone 0800 770 22 95 e Whatsapp (11)95020 6424.

A crise pode até estar perto do fim no abastecimento, mas abre um novo debate: a cidade está preparada para evitar que o problema se repita?

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