Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Santa Casa de Araçatuba destaca falta de leitos em audiência pública da saúde

Hospital reforça que superlotação não é culpa da Cross, mas da insuficiência de vagas para atender 800 mil pessoas da.

Santa Casa de Araçatuba destaca falta de leitos em audiência pública da saúde

Hospital reforça que superlotação não é culpa da Cross, mas da insuficiência de vagas para atender 800 mil pessoas da região

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A Santa Casa de Araçatuba participou da audiência pública “Sistema Cross regional, transparente e mais eficiente”, organizada pela Frente Parlamentar do Sistema Cross/SUS da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), sob coordenação da deputada estadual Ana Perugini (PT).

Nos últimos 60 dias, a instituição já esteve presente em outras audiências da Comissão de Saúde, coordenada pela deputada Bruna Furlan, da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, e das discussões sobre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), sempre reforçando os gargalos da rede de atendimento.

O que é a Cross?

Implantada em 2010, a Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde) organiza o encaminhamento de pacientes do SUS para urgência e emergência, consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados.

Apesar das críticas à eficiência e à transparência do sistema, representantes da Santa Casa ressaltaram que a espera por vagas não é causada pela Cross, mas pela falta de leitos disponíveis.

Déficit de estrutura

Com apenas 330 leitos — sendo 40 de UTI Adulto — a Santa Casa precisa atender casos de alta complexidade de uma população de cerca de 800 mil pessoas da região. Além disso, o hospital também é referência em média complexidade para Araçatuba, Santo Antônio do Aracanguá e Nova Luzitânia, municípios que não possuem hospitais municipais.

Essa dupla responsabilidade sobrecarrega a instituição, que enfrenta superlotação diária e dificuldades para equilibrar a demanda regional.

Posição do hospital

A enfermeira Bruna Barducci Marçal, gerente de Assistência à Saúde, e Maria Lucia Pinto, gerente de Operações, representaram a Santa Casa e enfatizaram a gravidade da situação.

Segundo elas, é necessário direcionar a pressão e as soluções para os gestores do sistema, e não responsabilizar apenas os prestadores de serviços. “O hospital enfrenta uma realidade grave, de superlotação constante, e precisa de apoio estruturante para atender a população com qualidade”, destacaram.

Foto destaque – Crédito – Angelo Cardoso

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