Hospital reforça que superlotação não é culpa da Cross, mas da insuficiência de vagas para atender 800 mil pessoas da região
DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA
A Santa Casa de Araçatuba participou da audiência pública “Sistema Cross regional, transparente e mais eficiente”, organizada pela Frente Parlamentar do Sistema Cross/SUS da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), sob coordenação da deputada estadual Ana Perugini (PT).
Nos últimos 60 dias, a instituição já esteve presente em outras audiências da Comissão de Saúde, coordenada pela deputada Bruna Furlan, da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, e das discussões sobre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), sempre reforçando os gargalos da rede de atendimento.
O que é a Cross?
Implantada em 2010, a Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde) organiza o encaminhamento de pacientes do SUS para urgência e emergência, consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados.
Apesar das críticas à eficiência e à transparência do sistema, representantes da Santa Casa ressaltaram que a espera por vagas não é causada pela Cross, mas pela falta de leitos disponíveis.
Déficit de estrutura
Com apenas 330 leitos — sendo 40 de UTI Adulto — a Santa Casa precisa atender casos de alta complexidade de uma população de cerca de 800 mil pessoas da região. Além disso, o hospital também é referência em média complexidade para Araçatuba, Santo Antônio do Aracanguá e Nova Luzitânia, municípios que não possuem hospitais municipais.
Essa dupla responsabilidade sobrecarrega a instituição, que enfrenta superlotação diária e dificuldades para equilibrar a demanda regional.
Posição do hospital
A enfermeira Bruna Barducci Marçal, gerente de Assistência à Saúde, e Maria Lucia Pinto, gerente de Operações, representaram a Santa Casa e enfatizaram a gravidade da situação.
Segundo elas, é necessário direcionar a pressão e as soluções para os gestores do sistema, e não responsabilizar apenas os prestadores de serviços. “O hospital enfrenta uma realidade grave, de superlotação constante, e precisa de apoio estruturante para atender a população com qualidade”, destacaram.
Foto destaque – Crédito – Angelo Cardoso






