A Santa Casa de Araçatuba realizou, no último sábado (24), a 15ª captação múltipla de órgãos de 2026. O procedimento foi realizado após a confirmação da morte encefálica de um paciente de 67 anos, que estava internado na instituição em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH).
A morte encefálica foi constatada na sexta-feira (23). Após a confirmação, familiares do paciente foram acolhidos e entrevistados por integrantes da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), responsável pelo acompanhamento do processo de doação.
Mesmo diante da perda, a família autorizou a retirada dos órgãos e tecidos, possibilitando que outras pessoas tenham a oportunidade de receber um transplante.
Fígado, rins e córneas foram captados
Durante o procedimento, as equipes realizaram a captação do fígado, dos rins e das córneas do paciente.
Os órgãos e tecidos foram encaminhados para destinação a receptores compatíveis que aguardam na fila do Sistema Estadual de Transplantes (SET), integrado à Central Nacional de Transplantes.
A doação poderá beneficiar diferentes pacientes, conforme os critérios de compatibilidade e distribuição estabelecidos pelo sistema de transplantes.
Hospital chega à 15ª captação múltipla em 2026
Com o procedimento realizado no sábado, a Santa Casa de Araçatuba alcançou a marca de 15 captações múltiplas de órgãos neste ano.
O resultado evidencia a atuação das equipes hospitalares envolvidas na identificação de potenciais doadores, na confirmação da morte encefálica e no acolhimento dos familiares.
A participação da e-DOT é fundamental nesse processo, especialmente no atendimento às famílias e na condução das etapas necessárias para a doação.
Autorização da família é fundamental
No Brasil, a retirada de órgãos para transplante após a morte depende da autorização familiar.
Por isso, conversar previamente com parentes sobre o desejo de ser doador é uma das principais formas de contribuir para que essa decisão seja respeitada.
A captação realizada na Santa Casa de Araçatuba reforça a importância da solidariedade das famílias que, mesmo em um momento de dor, autorizam a doação e ajudam a oferecer novas possibilidades de tratamento a pessoas que aguardam por transplantes.






