Mudança nacional prioriza teste de HPV como método principal de prevenção; capacitação envolve médicos e enfermeiros da Atenção Básica
DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA
A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba iniciou a atualização de médicos e enfermeiros do setor de ginecologia da Atenção Básica sobre as novas diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer do colo do útero, que serão implantadas no município. O objetivo é padronizar condutas e qualificar a assistência às mulheres.
O primeiro encontro ocorreu nessa quinta-feira (2), no auditório da Santa Casa de Araçatuba, ministrado pela ginecologista e obstetra Maria Lúcia Marin Cominotti. Uma nova capacitação com outras equipes multiprofissionais já está agendada para a próxima segunda-feira (6).
Durante a formação, foram abordadas orientações sobre faixa etária prioritária, periodicidade do exame, importância do teste de HPV como método preferencial de rastreamento, mudanças em relação ao papanicolau e protocolos de encaminhamento das pacientes.
Nova diretriz nacional
Em vigor desde agosto, a diretriz federal determina que o teste de HPV substitua o papanicolau como exame primário de rastreamento do câncer do colo do útero. O rastreio deve ser realizado em mulheres de 25 a 35 anos, a cada cinco anos, caso o resultado seja negativo. O papanicolau passa a ser indicado apenas quando o teste não estiver disponível ou como exame complementar.
Para a médica Maria Lúcia, a mudança reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
“A prevenção continua sendo fundamental, porque possibilita identificar lesões precursoras antes que evoluam para doença invasiva, permitindo tratamento eficaz”, ressaltou.
Papel dos profissionais
A diretora da Atenção Básica, Elisabete Cristina das Neves Vello, destacou a importância da atualização constante das equipes:
“Essa capacitação garante que nossos profissionais estejam preparados para aplicar as novas recomendações, oferecendo um atendimento mais seguro, humanizado e de qualidade às pacientes.”
O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.






