Nutrologia com foco integral propõe nova abordagem para emagrecer: menos culpa, mais escuta, investigação e equilíbrio entre corpo, mente e espírito
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
Você não engorda porque come demais. Segundo a medicina integrativa, o ganho de peso está diretamente relacionado a desequilíbrios internos, e não apenas ao consumo calórico.
Hábitos como dormir mal, viver sob estresse constante, pular refeições ou comer com pressa ativam processos silenciosos como a resistência à insulina e a inflamação crônica. Esses fatores bagunçam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, mesmo em pessoas com exames normais.
O médico nutrólogo Adriano Faustino, referência nacional em medicina integrativa, defende uma abordagem que vai muito além da dieta. “Muitas pessoas se culpam achando que não têm disciplina, mas o problema está na bioquímica do corpo, que precisa ser reequilibrada com estratégia, escuta e mudança de estilo de vida”, afirma.
A medicina integrativa investiga emoções, sono, relações e marcadores inflamatórios ocultos. Na primeira consulta, que pode durar até duas horas e meia, o paciente é ouvido com profundidade. “Não é possível conhecer um paciente em 15 minutos. A escuta é essencial para entender dores crônicas, cansaço ou irritabilidade que escapam dos diagnósticos tradicionais.”
A inflamação crônica subclínica é apontada como um dos grandes vilões invisíveis. Sem sintomas evidentes, ela desgasta o organismo e está relacionada a doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer. Dr. Faustino explica que, para romper esse ciclo, é preciso intervir em quatro pilares:
- Resistência à insulina;
- Desregulação hormonal (cortisol, melatonina, tireoide);
- Privacão de sono;
- Inflamação silenciosa.
A solução proposta passa pela reprogramação do metabolismo com foco em nutrição funcional, fitoterapia, detox, respiração consciente, atividade física e saúde emocional.
Autor do livro “Cientificamente Divino”, Dr. Adriano propõe uma visão que une ciência e espiritualidade: “Cuidar do corpo é um ato de adoração a Deus”. Para ele, o verdadeiro tratamento é um compromisso com a consciência, o propósito e a transformação.
À frente do Instituto Faustino, em Belo Horizonte, o médico também forma profissionais com uma abordagem humanizada, científica e multidisciplinar. “Saúde não é só ausência de doença, mas equilíbrio entre corpo, mente, rotina e emoções.”
Mais do que tratar doenças, a medicina integrativa quer transformar consciências e construir um novo paradigma de saúde duradoura.






