Sindicato aponta redução de benefícios e alterações em serviços; Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente
DA REDAÇÃO – ARARAQUARA
O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar) denunciou, nesta terça-feira (5), o que considera uma série de “ataques sistemáticos” à rede municipal de Saúde, realizados pela atual gestão do prefeito Luís Cl[audio Lapena Barreto, o doutor Lapena. A crítica foi apresentada pela técnica de enfermagem e diretora do sindicato, Suely Scodeler, durante fala na Tribuna Popular da Câmara Municipal.
Segundo o sindicato, desde o início da gestão Lapena, em janeiro deste ano, ao menos cinco medidas adotadas pelo governo impactaram diretamente os trabalhadores e serviços da área da Saúde. O ponto mais recente seria o corte no adicional de insalubridade de diversas categorias, como farmacêuticos, auxiliares de farmácia, recepcionistas e administrativos.
De acordo com Suely, alguns servidores recebiam o benefício há mais de 20 anos, e os cortes ocorreram com base em um laudo técnico cuja autoria, segundo ela, não teria envolvido visita presencial às unidades de Saúde. O sindicato também contesta a justificativa da Prefeitura, que teria citado mudanças legais como motivo para o corte. “Não houve alteração na lei nem nas condições de trabalho”, afirmou a diretora.
O Sismar afirma que o prejuízo mensal pode chegar a R$ 607 por servidor e informa que já acionou a Justiça para tentar reverter a medida.
Além do corte na insalubridade, o sindicato relembrou outros episódios que considera prejudiciais à rede municipal de Saúde, como:
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Proposta de retirada de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no início do ano;
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Redução no funcionamento do Consultório de Rua, serviço voltado ao atendimento da população em situação de rua;
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Alterações e redução de serviços no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA);
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Retirada dos controladores de acesso das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Hospital de Retaguarda, o que, segundo o sindicato, afeta a segurança de servidores e usuários.
A diretora do Sismar afirmou que a categoria está “frustrada, adoecida e sem motivação” diante das mudanças promovidas. Até o momento, a Prefeitura de Araraquara não se manifestou oficialmente sobre as declarações do sindicato.






