Pesquisa sobre hidrogênio molecular aplicada à reprodução animal reforça protagonismo acadêmico e pioneirismo da instituição
DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA
O curso de Medicina Veterinária do Unisalesiano voltou a ganhar projeção nacional com a pesquisa sobre o uso do hidrogênio molecular na reprodução animal. No início de setembro, o trabalho foi citado durante apresentação no VIII Seminário de Práticas Integrativas, realizado no Rio de Janeiro, um dos principais encontros brasileiros da área.
Durante a palestra, especialistas abordaram o hidrogênio molecular como agente integrativo inovador, destacando no telão o estudo conduzido pelo docente Rafael Silva Cipriano, em parceria com acadêmicos e colaboradores. A pesquisa investiga o efeito antioxidante do hidrogênio molecular em sêmen de garanhões, apresentando resultados promissores para a melhoria da viabilidade espermática após a criopreservação.
“Foi uma surpresa muito positiva para nós vermos o nosso trabalho apresentado em um evento tão importante da área da saúde integrativa. Os alunos ficaram bastante satisfeitos, porque é o reconhecimento de que estamos na vanguarda de uma linha de pesquisa ainda pouco explorada na Medicina Veterinária”, destacou Rafael.
Pioneirismo
O hidrogênio molecular vem sendo recentemente inserido nas práticas integrativas em saúde, que já utilizam recursos como laser e ozonioterapia. No entanto, seu uso na Medicina Veterinária ainda é incipiente, reforçando o caráter inovador do estudo.
O projeto nasceu da iniciativa dos próprios acadêmicos, que buscaram o docente com a proposta de aprimorar os meios diluidores de sêmen equino. A parceria com a empresa Hidrogen, fabricante de equipamentos de hidrogenação, foi fundamental para viabilizar a pesquisa.
“Esse tipo de resultado mostra como a curiosidade e a proatividade dos alunos podem gerar avanços significativos na ciência. Um de nossos acadêmicos, inclusive, já está seguindo para o mestrado em Botucatu, aprofundando os estudos sobre o tema”, acrescentou Rafael.
Reconhecimento contínuo
Antes de ser citado no Rio de Janeiro, o estudo já havia sido apresentado em julho, na XXV Conferência Anual da ABRAVEQ (Associação Brasileira dos Médicos Veterinários de Equídeos), em Gramado (RS), onde também despertou interesse de especialistas.
Para o pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação, professor André Ornellas, a visibilidade alcançada pelo trabalho reafirma a vocação inovadora do Unisalesiano.
“Trata-se de um trabalho que alia criatividade acadêmica, pesquisa aplicada e impacto direto no avanço da Medicina Veterinária. Ver esse reconhecimento em diferentes espaços é a prova de que estamos formando profissionais críticos, inovadores e protagonistas”, concluiu.






