Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Três obras desafiam a paciência de moradores e a competência de administrações de Araçatuba

Prolongamento da Avenida Pompeu de Toledo, novo terminal rodoviário urbano e obras de macrodrenagem de Engenheiro Taveira revelam a ineficiência.

Três obras desafiam a paciência de moradores e a competência de administrações de Araçatuba

Prolongamento da Avenida Pompeu de Toledo, novo terminal rodoviário urbano e obras de macrodrenagem de Engenheiro Taveira revelam a ineficiência de gestores públicos

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O prefeito de Araçatuba, Lucas Zanatta (PL), que está completando um ano à frente da  administração, herdou três obras problemáticas da administração Dilador Borges Damasceno e com investimentos próximos de R$ 40 milhões.  Porém, o primeiro ano se passou e os problemas ainda persistem sem solução. Outros problemas surgiram, como a volta das inundações de casas no entorno da Lagoa das Flores depois de 15 anos, locação de prédio sem licença do Corpo de Bombeiros e as ocorrências recorrentes envolvendo a Samar. O entorno do prefeito continua criando situações embaraçosas. No dia 26 de novembro o prefeito reuniu a imprensa para anunciar que até o fim da segunda semana de dezembro  o primeiro trecho da Pompeu de Toledo seria entregue, liberando o acesso de veículos de moradores. Não ocorreu e o mais grave, vídeo que circula em grupo de WhatsApp da administração, faz referência à obra,

“Fim de ano e estamos como? Entregando o 1º trecho da Pompeu com a  qualidade que Araçatuba merece!˜, diz o texto de capa do vídeo mostrando homens trabalhando na pavimentação do trecho. O problema é que às 15h55 não havia ninguém trabalhando e o trecho continuava interditado. Ou seja, não foi entregue.

Pompeu de Toledo tem problemas desde o início

No dia 10 de abril de 2017 o então prefeito Dilador Borges Damasceno anunciou que iria canalizar o Córrego Machadinho e fazer o prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo da Rua Tupinambás até a Rua Anhanguera. A obra foi iniciada em abril de 2019, mas passou a ter problemas. O custo inicial de pouco menos de R$ 12 milhões saltou para mais de R$ 23 milhões. No dia 27 de dezembro de 2022, surgiu o primeiro buraco, próximo ao cruzamento com a Rua Peru. Reparos foram feitos e no meio do ano seguinte a avenida foi entregue. Os problemas voltaram a surgir.

Em janeiro de 2025, novo afundamento da pista, com a roda de um caminhão ficando presa ao buraco. Diante dos riscos, o prefeito Lucas Zanatta decidiu interditar a avenida em toda a extensão no trecho  sentido bairro-centro. Foram meses sem qualquer ação efetiva no local. Em junho, Prefeitura e Samar anunciaram que a concessionária iria executar o trabalho. A empresa disse que faria o trabalho e cobraria dos responsáveis  pelos problemas causados oportunamente. No entanto, documentos mostram que a concessionária não executou serviços que deveria ter feito anteriormente. Agora está construindo outra rede de esgoto para substituir a antiga. Para fazer este trabalho, está danificando serviços que já estavam concluídos. Ou seja, o custo vai ficar muito mais elevado. Além disso, os prazos não estão sendo cumpridos. O primeiro trecho que deveria ter sido entregue, não foi.

Diante de tantas incertezas em relação a avenida, não se sabe nem mesmo quem é responsável pela manutenção. Devido a um acidente no sentido centro-bairro, parte da defensa metálica foi danificada há várias semanas. E continua do mesmo jeito. Não houve reparo.

Moradores de Taveira sofrem com a falta de compromisso

Em 2024, o governo de Dilador Borges Damasceno anunciou as obras de macrodrenagem e pavimentação de Engenheiro Taveira, com investimento superior a R$ 10 milhões. O trabalho deveria ser concluído até dezembro de 2024.Não terminou. Com o período chuvoso, moradores passaram a sofrer com buracos e lama. Muitas casas tiveram estrutura comprometida. Em janeiro deste ano, nos primeiros dias de governo, Lucas Zanatta esteve no local. Porém, quase um ano depois, a situação não mudou muito.

Nos períodos de chuvas mais intensas, moradores chegam a ficar impedidos de acessarem a residência com veículos. O sonho virou pesadelo. Neste dia 31 de dezembro, ainda há muitas ruas com buracos. Moradores não acreditam mais em prazos para conclusão  dos trabalhos.

Terminal urbano se transformou em elefante branco

O novo terminal urbano foi inaugurado no dia 23 de dezembro de 2024 e entrou em operação uma semana depois. Porém, funcionou menos de três meses. Diante dos inúmeros problemas enfrentados, em março o prefeito Lucas Zanatta decidiu fechar o terminal e  voltar as operações para o antigo prédio.O custo da obra foi superior a R$ 5 milhões. Depois de várias denúncias  do Observatório Social do Brasil, o Tribunal de Contas do Estado apontou irregularidades e falou em desperdício de dinheiro público. O projeto licitado não foi executado e o terminal entrou em operação sem Auto de Vistoria  do Corpo de Bombeiros e licenças.

Depois de mais de nove meses de operações encerradas, a Prefeitura ainda não definiu o que será  feito com o prédio.

Video que circulou em grupo de WhatsApp da administração falando sobre a obra e entrega do primeiro trecho, que não ocorreu

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