Há informações de que vítima três anos antes teria abusado sexualmente de um adolescente com retardo mental; houve tumulto ao fim do julgamento
DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA
Em sessão do júri desenvolvida na quinta-feira (27), cinco pessoas (quatro homens e uma mulher) foram condenadas com penas que variaram de 9 a 15 anos de prisão. Todos deverão começar o cumprimento da pena em regime fechado. Os cinco foram julgados pela morte de Paulo César de Almeida em maio de 2017, na Rua Valparaíso, no Bairro Novo Umuarama, em Araçatuba. No crime foram usados bloco de concreto, blocos cerâmicos e pedaços de pau. Paulo César teria mostrado o órgão sexual a uma criança e teria abusado sexualmente de um adolescente com retardo mental três anos antes. Ao fim do julgamento, familiares dos réus gritaram com o promotor Adelmo Pinho e foi necessário reforço da Policia Militar para retirá-los. Os jurados também foram acompanhados pela polícia, por medida de segurança.
Como cada réu teve participação diferente no crime, além de outros fatores, as penas foram diferentes. Dener dos Santos Silva Claudino (hoje com 31 anos), que estava preso por outro processo, recebeu a pena mais elevada. Ele foi condenado a 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão. Roberto da Silva Claudino (hoje com 61 anos), foi condenado a 13 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. Washington Luís de Moura (hoje com 39 anos) e Paulo José da Silva Claudino (hoje com 54 anos) foram condenados a 11 anos e 8 meses de prisão. E a única mulher julgada foi Carina Marques Trindade (hoje com 45 anos de idade), condenada a 9 anos e 4 meses de prisão. Nenhum deles pode recorrer em liberdade.
O CRIME
No início da madrugada do dia 28 de maio de 2017, a polícia foi acionada. Havia informação de que um homem estava sendo linchado. Quando os policiais chegaram encontraram o homem caído, com ferimentos na cabeça e blocos e pedaços de pau ao lado. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Nas investigações, foi apurado que várias pessoas estavam na casa de Carina comemorando seu aniversário quando ficaram sabendo, por um adolescente com retardo mental, que anos atrás teria sido abusado sexualmente por Paulo César de Almeida. Eles decidiram punir o suspeito.
De acordo com a denúncia do ministério Público, Dener dos Santos Silva Claudino e Roberto da Silva Claudino saíram em busca de Paulo César. Foram até a sua casa, onde sua mãe deu a informação onde estaria. Foram até um centro de candomblé e o “convenceram” de que o pai do adolescente queria falar com ele. Paulo César foi, mas no local, foi questionado sobre o abuso. Os réus disseram que ele confirmou. Carina o teria agredido com tapas. E, seguida começaram agredi-lo com pedaços de pau e blocos.






