As urnas eletrônicas utilizadas no segundo turno das Eleições 2026 passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização neste domingo (25), em diferentes municípios do Estado de São Paulo. O objetivo é verificar a autenticidade dos sistemas instalados nos equipamentos e conferir o funcionamento das máquinas durante o processo de votação.
Uma das auditorias ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Oscar Pennacino, em Osasco, na Grande São Paulo, onde a urna da seção eleitoral 206 foi submetida ao Teste de Autenticidade, acompanhado por autoridades eleitorais, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e integrantes da mesa receptora de votos.
Ao todo, dez urnas foram selecionadas para esse procedimento no Estado. Outras 33 máquinas participam do Teste de Integridade, realizado em locais específicos da capital paulista.
As verificações fazem parte dos mecanismos de transparência e fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral para permitir o acompanhamento dos equipamentos utilizados nas eleições.
Teste verifica se urna utiliza sistemas oficiais
O Teste de Autenticidade tem como finalidade demonstrar que os programas instalados nas urnas correspondem aos sistemas oficiais compilados, assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral.
O procedimento ocorre na manhã do dia da eleição, antes da emissão da chamada zerésima, documento que comprova que a urna não possui votos registrados antes do início da votação.
A escolha dos equipamentos ocorreu no sábado (24), durante cerimônia pública realizada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), com a participação de representantes de entidades fiscalizadoras.
Entre os participantes estão órgãos públicos, partidos políticos e organizações da sociedade civil habilitados a acompanhar os procedimentos.
Na auditoria realizada em Osasco, foram examinados os dados de identificação da urna, os lacres e os arquivos dos sistemas eleitorais.
Também houve a retirada da mídia de resultado e a verificação das assinaturas digitais e dos resumos digitais dos arquivos por meio de programa desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o TRE-SP, todas as verificações realizadas nessa urna transcorreram regularmente.
Justiça Eleitoral destaca transparência
O juiz Rubens Pedreiro Lopes, da 315ª Zona Eleitoral de Osasco, responsável pela organização do local de votação onde ocorreu a auditoria, destacou a importância do procedimento para a transparência do processo eleitoral.
“É mais um passo e mais uma demonstração que o processo democrático nas eleições está sendo observado e verificado para que os eleitores possam iniciar a votação, o processo de escolha do seu candidato na mais pura transparência e lisura, como manda a Constituição e as leis do nosso país”, afirmou.
A fiscalização também contou com a presença do promotor eleitoral Gustavo Albano Dias da Silva, representantes da OAB, servidores da Justiça Eleitoral e integrantes da mesa receptora de votos.
Entenda como funciona a conferência digital
Um dos principais mecanismos utilizados no Teste de Autenticidade é a comparação dos chamados hashes, ou resumos digitais.
Esses códigos são gerados durante a cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais, realizada pelo TSE antes das eleições.
Por meio deles, os fiscalizadores podem conferir se os arquivos encontrados nas urnas correspondem aos programas oficialmente preparados e lacrados pela Justiça Eleitoral.
A comparação permite identificar eventuais diferenças entre os arquivos instalados nos equipamentos e aqueles autorizados para utilização no pleito.
Dez urnas foram selecionadas em São Paulo
O Teste de Autenticidade foi previsto para urnas instaladas em diferentes regiões do Estado, incluindo municípios do interior paulista.
Confira a relação divulgada pelo TRE-SP:
Ribeirão Pires: seção 59, da 183ª Zona Eleitoral.
Mogi Mirim: seção 369, da 75ª Zona Eleitoral.
Alfredo Marcondes: seção 4, da 182ª Zona Eleitoral de Presidente Prudente.
Valinhos: seção 88, da 34ª Zona Eleitoral.
Santa Cruz do Rio Pardo: seção 27, da 114ª Zona Eleitoral.
Santo André: seção 34, da 264ª Zona Eleitoral.
Taiaçu: seção 62, da 61ª Zona Eleitoral de Jaboticabal.
Osasco: seção 97, da 277ª Zona Eleitoral.
Osasco: seção 206, da 315ª Zona Eleitoral.
Pederneiras: seção 168, da 86ª Zona Eleitoral.
Teste de Integridade envolve outras 33 urnas
Além da conferência dos sistemas, a Justiça Eleitoral realiza neste domingo o Teste de Integridade, que avalia o funcionamento das urnas por meio da comparação entre votos registrados em cédulas de papel e aqueles digitados nos equipamentos.
Em São Paulo, 33 urnas foram selecionadas para esse procedimento, realizado no Centro Cultural São Paulo e na unidade Paraíso da Universidade Paulista (Unip), na capital.
O teste acontece durante o mesmo período da votação oficial, em ambiente monitorado por câmeras.
Nesse procedimento, os votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas eletrônicas, permitindo a comparação posterior entre os dois conjuntos de registros.
A finalidade é verificar se os votos inseridos nos equipamentos são contabilizados corretamente.
Diferentemente do Teste de Autenticidade, que verifica a correspondência dos sistemas instalados com os programas oficiais, o Teste de Integridade avalia o registro e a contabilização dos votos.
Eleitores podem consultar informações sobre auditorias
O TRE-SP disponibilizou materiais explicativos sobre os procedimentos de fiscalização das urnas eletrônicas.
Entre eles estão uma cartilha sobre as auditorias realizadas no dia da eleição e uma página de perguntas e respostas que esclarece como funcionam os testes.
Os documentos podem ser consultados no site oficial do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
A Justiça Eleitoral destaca que os mecanismos de auditoria integram os procedimentos de fiscalização do processo eleitoral e permitem que instituições habilitadas acompanhem a preparação e o funcionamento das urnas utilizadas nas eleições.






