Empreendimento liderado pela CTG Brasil impulsiona inovação e desenvolvimento de soluções para a transição energética no país
DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA
O projeto conta com uma usina fotovoltaica composta por 1.248 módulos, com capacidade instalada de 692 kWp, suficiente para suprir o consumo estimado de mais de 380 residências. Neste momento, a energia gerada será destinada ao consumo interno da CTG Brasil.
Associado à planta solar, foi implantado um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) da Huawei, com capacidade de 215 kWh, utilizado para avaliar o desempenho do armazenamento eletroquímico em operações conectadas ao sistema elétrico.
Projeto piloto com relevância nacional
Para o diretor de Inovação e Tecnologia do SENAI Pernambuco, Oziel Alves, o Flex BESS representa um marco no contexto da transição energética brasileira.
“Trata-se de um projeto piloto dentro de uma usina hidrelétrica, com potencial para se tornar um case nacional. Ele posiciona o SENAI no tema de Sistemas de Energia Inteligente e contribui para oferecer energia mais limpa, eficiente e acessível à sociedade”, destacou.
Apoio à rede e estudos regulatórios
A estrutura instalada permite avaliar, em operação contínua, como o armazenamento pode apoiar a rede elétrica em momentos de variação da geração, além de contribuir para a oferta de serviços auxiliares e ancilares.
O escopo do projeto inclui ainda estudos computacionais, simulações e análises do uso de baterias em diferentes cenários operacionais, com foco em tornar o sistema elétrico mais resiliente e economicamente eficiente.
Segundo o diretor de Consultoria da Thymos Energia, Fillipe Soares, a iniciativa é fundamental para a consolidação do armazenamento no país. “Ao testar soluções em ambiente real, geramos evidências técnicas e econômicas que apoiam novos modelos de negócio e a evolução da regulação do setor”, afirmou.
Capacitação e investimento em inovação
Além dos testes tecnológicos, o laboratório também será utilizado para capacitação técnica, desenvolvimento de soluções e avaliação de aspectos regulatórios relacionados ao armazenamento de energia.
O projeto recebeu investimento de R$ 15 milhões, provenientes de recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel, do SENAI e de parceiros, consolidando-se como uma iniciativa estratégica para o avanço da inovação no setor elétrico brasileiro.






