Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Zanatta rompe barreiras e aproxima Araçatuba de Birigui

A rivalidade entre Araçatuba e Birigui é  histórica e raramente líderes políticos de uma cidade têm votação expressiva na outra.

Zanatta rompe barreiras e aproxima Araçatuba de Birigui

A rivalidade entre Araçatuba e Birigui é  histórica e raramente líderes políticos de uma cidade têm votação expressiva na outra quando são candidatos a deputado. Da mesma forma, é muito  difícil profissional de um município ocupar cargo de confiança na administração da outra cidade. Lucas Zanatta está quebrando essas barreiras. Neste século, antes dos atuais prefeitos – Lucas Zanatta (Araçatuba) e Samanta Borini (Birigui), as duas cidades tiveram momentos políticos muito diferentes. Araçatuba teve apenas três prefeitos: Jorge Maluly Netto  (2001/2008), Cido Sério (2009/2016) e Dilador Borges Damasceno ((2017/2024). Todos foram reeleitos. Nos governos de Maluly e Cido Sério, os vices, Marilene Magri e Carlos Hernandes, assumiram em determinado período devido ao afastamento dos titulares. Já Birigui teve cinco prefeitos no mesmo período: Florival Cervelati (2001/2004), Wilson Carlos Borini (2005/2012), Pedro Perbané (2013/2016), Cristiano Salmeirão (2017/2020) e Leandro Maffeis (2021/2024). Como se observa, só Borini foi reeleito, conseguiu fazer o sucessor (Bernabé) e ainda elegeu a filha, mais recentemente.Já em Araçatuba, os três prefeitos reeleitos não conseguiram eleger seus indicados.

Manter certa distância foi estratégia de governos

As duas cidades, embora tão próximas e com economias bem diferentes, têm algo em comum: a predominância eleitoral da direita dentro do arco ideológico. Araçatuba fugiu à regra com dois mandatos de Cido Sério, filiado ao PT e com governo mais progressista, mas não de esquerda propriamente dito. Em todo este período, governos de Maluly Netto, Cido Sério e Dilador Borges trouxeram pessoas de várias cidades,inclusive distantes, para ocupar cargos  do primeiro escalão. Porém, ninguém de Birigui. Dois secretários de Cido Sério – Tânia Regina Gimenes Moreira (Administração) e Carlos Farias (Desenvolvimento Econômico) ocuparam cargos no primeiro escalão de Birigui. Tânia foi secretária no governo de Salmeirão e Carlos Farias foi secretário no governo Leandro Maffeis e agora está no governo Samanta Borini.

Aproximação das duas cidades é sonho antigo

Embora parcela da sociedade e líderes políticos pouco fizeram para aproximar as duas cidades, empreendedores como o saudoso Zé Turco, Jamil Buchalla e tantos outros sempre sonharam com a aproximação  de Birigui e Araçatuba. Chegaram a lançar o empreendimento Arabi, mas não avançou.

Lucas Zanatta aproxima as duas cidades

O prefeito de Araçatuba, Lucas Zanatta, está superando essas barreiras e aproximando as duas cidades. O empresário Samir Nakad, que é de Birigui, é um dos principais nomes  de apoio ao prefeito, que chegou a se referir a ele como “tio Samir”. Vários nomes que estiveram no governo anterior de Leandro Maffeis (que também teve o apoio do mesmo grupo de Samir Nakad), em Birigui, hoje estão em Araçatuba. Mais recentemente, uma empresa calçadista de Birigui venceu licitação superior a R$11,5 milhões, o que é fato raro neste setor envolvendo as duas cidades. O diferencial é que a Prefeitura exigiu seis NBRs e muitas empresas não estavam preparadas para atender esta exigência. Assim, com várias empresas desclassificadas, venceu a que apresentou a quarta melhor  proposta. Com isso, o preço médio do calçado que era inferior a R$ 40 passou de R$ 100. Zanatta oferece produtos de melhor qualidade aos alunos e, ao mesmo tempo, estimula o setor calçadista de Birigui.

Decisão evidencia tranquilidade financeira e até sobra de dinheiro na Prefeitura

O  fornecimento de calçado pelo pelo município não é obrigatório. Trata-se de uma  iniciativa das administrações para estimular e valorizar o aluno da rede pública municipal. Araçatuba, quando ofereceu o benefício, o fez com produtos modestos e de baixo custo. No entanto, em uma decisão do atual governo, o preço médio saltou para mais de R$ 100 o par. Isso mostra que a Prefeitura deve estar com muito dinheiro em caixa, o bom gestor prioriza investimentos de acordo com a disponibilidade financeira e isso vale para o orçamento doméstico, para a gestão no setor privado e para a administração  pública.  

Setores com realidade diferente

No entanto, há informações de que a situação financeira da Prefeitura não é das melhores.Há setores que precisam economizar até mesmo combustível, comprometendo a qualidade dos serviços prestados. Na saúde, a realidade não é diferente, com muitas deficiências. No entanto, cada governo tem o direito de estabelecer as suas prioridades e responder por suas decisões, inclusive eleitoralmente.

Vice-presidente do TCE dá o caminho. Vale a pena ler

O ex-deputado e atual vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dimas Ramalho, é  destaque do Ponto de Vista no portal Nossa Cidade (nossacidade.online). De forma didática e muito clara (é professor de Direito), Ramalho alerta os prefeitos para a estabelecer prioridades e gastar bem o dinheiro  público. “Eficiência, em última análise, é justiça social. Cada recurso desperdiçado em uma política mal planejada é um investimento que deixa de chegar à saúde, à segurança e à educação. O Brasil avança para uma gestão pautada em evidências e transparência –e a era do “gastar por gastar” vai dando lugar à era da responsabilidade pelo resultado”, diz o conselheiro em seu texto. Vale a  pena ler. Clique no link: https://nossacidade.online/gastar-bem-para-governar-melhor/

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