Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E O PUTEIRO

Vinheta Almir Fernances

As recentes revelações trazidas pelo jornalista Rodrigo Rangel no site PlatôBR abalaram os pilares da campanha eleitoral e geraram forte repercussão na internet. O caso envolve o senador Flávio Bolsonaro, cuja narrativa política e de palanque apoia-se historicamente no lema conservador tradicional de "Deus, pátria e família".

De acordo com mensagens, fotos e registros mantidos por seu ex-sócio Alexandre Santini, o parlamentar teria participado de festas privadas com garotas de programa em hotéis de luxo. A divulgação desse material gerou forte ironia nas redes sociais, onde usuários associaram o discurso moralista a ambientes e noitadas de prostituição, apelidando o episódio com termos satíricos como "Bolsoruba" e adaptando o slogan para "Deus, pátria e orgia".

O aspecto mais complexo do vazamento reside nas próprias mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro. Após Santini expor os episódios à esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, o político enviou mensagens ao ex-aliado admitindo ter feito "escolhas erradas" no passado. Nesses textos, o próprio parlamentar recorre aos apelos à religião e à preservação de sua família para tentar conter a crise interna e afastar o antigo amigo do convívio familiar, evidenciando o forte desgaste entre a imagem pública defendida no palanque e a conduta nos bastidores.

Como vemos é uma campanha horrorosa que espelha o país que nos tornamos. Desde o começo da campanha adversários sabem que Flávio aprontou algumas nos verões passados e que a candidatura dele poderia naufragar a qualquer momento. Mas, o incrível é que nada aparenta  abalar seus fiéis eleitores, nem mesmo as mensagens pedindo dinheiro a banqueiro trambiqueiro, nem viagem de avião, nem festa infantil na ilha de luxo de amigo investigado, isso sem contar o enriquecimento suspeito em loja de chocolate suspeita e saques suspeitos de salários de funcionários do gabinete na boca do caixa. Acusou setores da CNBB de propagar mentira de que queria tirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil. Com isto abalou o primeiro pé da tríade Deus, Pátria e Família. O segundo já havia abalado quando juntamente com seu irmão Eduardo colocou à venda a Pátria ao negociar sanções contra o Brasil. Restava o terceiro, a Família, um homem de família explorado em exaustão nas propagandas de campanha. Adversários garantem que até domingo tem mais.

ALMIR FERNANDES LIMA

ADVOGADO      

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